
O que é, em uma frase
No unilevel, cada pessoa que você indica fica no seu primeiro nível — sem limite de largura — e você ganha um percentual sobre o consumo de alguns níveis abaixo. É a estrutura mais intuitiva do multinível: quem indicou fica em cima, quem entrou fica embaixo, e a árvore cresce como um organograma natural, sem posicionamento estratégico.
Este post aprofunda uma das três estruturas que comparamos em binário, unilevel ou matriz — se ainda não leu o comparativo, ele é o melhor ponto de partida.
A mecânica com números redondos
Uma tabela unilevel típica de 5 níveis:
- Nível 1 (seus diretos): 10%
- Nível 2: 5%
- Nível 3: 4%
- Nível 4: 3%
- Nível 5: 2%
Se cada pessoa da sua rede consome R$ 200/mês e você tem 5 diretos, cada um com 3 indicados (e assim por diante), a conta do mês fica: nível 1 = 5 × 200 × 10% = R$ 100; nível 2 = 15 × 200 × 5% = R$ 150; nível 3 = 45 × 200 × 4% = R$ 360… O padrão que a tabela revela: a profundidade paga mais que a largura — os níveis fundos têm percentual menor, mas muito mais gente. É por isso que o unilevel premia quem constrói e acompanha o time, não quem só indica e some.
Compressão dinâmica: o detalhe que muda tudo
E quando alguém do meio da rede fica inativo no mês? Sem compressão, o percentual daquele nível "morre" com ele. Com compressão dinâmica, o inativo é ignorado no cálculo e todo mundo abaixo "sobe" um nível temporariamente — o volume não se perde, e quem trabalha não é punido pela inatividade alheia.
Para a empresa, a compressão é uma escolha de calibragem: ela aumenta o repasse efetivo (paga mais gente em níveis melhores) e, em troca, cria o incentivo certo — a rede inteira ganha quando todo mundo se mantém ativo. Planos sérios publicam com clareza se há compressão e como ela opera; é o tipo de regra que precisa estar escrita antes do primeiro pagamento.
Onde o unilevel brilha
- Produto de consumo recorrente (suplemento, cosmético, assinatura): o bônus acompanha o consumo mensal, que é o comportamento que a empresa quer premiar;
- Operações que valorizam simplicidade: distribuidor entende a conta em um minuto — e plano que se entende se apresenta melhor;
- Como bônus-base de planos híbridos: a maioria das operações modernas combina unilevel (sobre consumo) com bônus de indicação e carreira — o catálogo completo de combinações está em tipos de bonificações.
Os dois erros clássicos de calibragem
- Nível demais. Cada nível adicionado multiplica o repasse comprometido. Sete, oito níveis parecem generosos no papel — na prática, ou os percentuais viram migalha por nível, ou a margem do produto não fecha. A conta de sustentação precisa ser feita sobre a margem real, nunca sobre o preço de venda.
- Percentual invertido. Pagar muito no nível 1 e quase nada na profundidade transforma o plano num bônus de indicação disfarçado — todo mundo indica, ninguém desenvolve. O desenho saudável premia a profundidade o suficiente para valer a pena liderar.
Unilevel é para a sua operação?
Se o seu produto tem recompra mensal e você quer um plano que o distribuidor mediano explique sem ajuda, o unilevel é o candidato natural — sozinho ou como base de um híbrido. Se a sua aposta é crescimento agressivo em duas frentes com spillover, o binário joga outro jogo (e tem outras armadilhas).
Antes de bater o martelo, simule: percentuais por nível, compressão ligada e desligada, cenários de rede pequena e grande. É exatamente o que o simulador de plano de comissão faz — e na demonstração do MMNWEB dá para ver um unilevel configurado e pagando, com números reais na tela.